EMÍLIO DOMINGOS Emílio Domingos (Brasil), é diretor, roteirista, antropólogo e professor. Com uma trajetória dedicada ao cinema documental, sua obra investiga a cultura negra brasileira, as periferias, a música, a juventude e a memória. Dirigiu filmes como “A Batalha do Passinho”, “Deixa na Régua”, “Favela É Moda”, “Black Rio! Black Power!”, “Chic Show”, “Os Afro-Sambas – O Brasil de Baden e Vinicius”, “Baila, Vini”, da Netflix, além da série “Anos 90: A Explosão do Pagode”. Como roteirista, além dos seus filmes, escreveu a série “Romário, o Cara” para a HBO, “Anitta: Made in Honório” para a Netflix, “Gilberto Gil Antologia Vol.1” para o Canal Curta; o longa “Viva São João”, de Andrucha Waddington; a série “Viajando com os Gil” para a Amazon. Membro da Academy of Motion Picture, Arts and Sciences (Oscar).
PETER METTLER Peter Mettler (Canadá-Suiça), possui uma obra caracterizada por formas híbridas e uma sensação de deslumbramento. Abordando frequentemente temas como a transcendência e a relação entre natureza e tecnologia, os filmes de Mettler combinam elementos de diário de viagem, ensaio, entrevista, ficção e crítica. Seu trabalho ocupa uma posição singular no âmbito do cinema documental, mas também em novas formas de arte onde o cinema se funde a outras disciplinas. Os filmes de Mettler foram objeto de diversas retrospectivas — incluindo no Lincoln Center, no Jeu de Paume (Paris), no BAFICI, e na Cinemateca Suíça — e receberam prêmios do TIFF, da Academia de Cinema Canadense, do Festival de Cinema de Locarno, do Visions du Réel e do Hot Docs entre outros. Entre seus colaboradores estão David Abram e Emma Davie, Atom Egoyan, Bruce McDonald, Fred Frith, Robert Lepage, Jim O’Rourke, Jennifer Baichwal, Edward Burtynsky e Jeremy Narby.
HEATHER HAYNES Heather Haynes (Canadá) é uma estrategista cultural, atuando nas áreas de programação internacional, curadoria, consultoria e desenvolvimento de artistas. Com duas décadas de experiência em festivais, laboratórios e mercados — tendo atuado mais recentemente como Diretora de Programação do Hot Docs —, ela possui um profundo conhecimento sobre públicos, cineastas e o cenário internacional do documentário, que está em constante evolução. Profundamente comprometida com a equidade, a inclusão e práticas centradas no artista, ela apoia cineastas, fortalece ecossistemas culturais e contribui para o crescimento a longo prazo do setor global de documentários.
SALGADINHO Salgadinho (Brasil), é cantor, compositor e cavaquinista brasileiro, liderou o grupo Katinguelê, protagonista da Série “Anos 90: A Explosão do Pagode” de Emílio Domingos.
FERNANDA PESSOA Fernanda Pessoa (Brasil), cineasta e pesquisadora, trabalha com documentário e cinema experimental. Doutora pela ECA/USP, mestre pela Sorbonne Nouvelle. Dirigiu os longas “Histórias que nosso cinema (não) contava” (2017, Prêmio Guarani Melhor Documentário), “Zona Árida” (2019, Menção Honrosa DokLeipzig) e “Vai e Vem” (2022, Sheffield DocFest) e curtas com passagens por festivais como IDFA, DOC NYC, É Tudo Verdade, Oberhausen. Participou da Berlinale Talents e integra a Rede Paradiso de Talentos.
ANDRÉS DI TELLA Andrés Di Tella (Argentina), é cineasta e escritor. Dirigiu os filmes “Montoneros Una Historia”, “Macedonio Fernández”, “Prohibido”, “La Televisión y Yo”, “Fotografías”, “327 Cuadernos”, “Ficción Privada”, “Diários y Mixtape La Pampa”, entre outros. Foi o diretor fundador do BAFICI e do Festival de Documentários de Princeton. Lecionou nas universidades de Princeton e Harvard e participou do Harvard Film Study Center. Atualmente, dirige o Programa de Cinema da Universidade Torcuato Di Tella, em Buenos Aires.
HELOISA PASSOS Heloisa Passos (Brasil) é diretora, produtora e uma premiada fotógrafa. Trabalhou nos documentários indicados ao Oscar, Lixo Extraordinário e Democracia em Vertigem, e com o vencedor do Oscar Citizenfour. Como diretora de fotografia, seus créditos incluem Manda Bala (Prêmio Sundance de Excelência em Cinematografia), Deslembro (Veneza), Mulher do Pai (Berlinale e melhor fotografia no F. do Rio), e Viajo porque preciso e Volto porque te amo (Veneza e melhor Fotografia no F. do Rio) . Entre outros, dirigiu Construindo Pontes (IDFA). Heloisa é membro da ABC, DAFB e da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (AMPAS).
LINCOLN PÉRICLES Lincoln Péricles (LK) é um cineasta brasileiro natural de Capão Redondo, São Paulo. Fundador da Astúcia Filmes e da Cinemateca da Quebrada, seus trabalhos já foram exibidos em Cannes, no Doclisboa, no FID de Marselha e no Centre Pompidou. Destacado pela revista Cahiers du Cinéma, ele atua em coproduções internacionais e projetos no Sul Global, articulando conexões para o cinema de quebrada.
KAROL MAIA Karol Maia (Brasil), dirigiu e escreveu o longa-metragem Aqui Não Entra Luz, prêmio de Melhor Direção no Festival de Brasília e selecionado para o IDFA. Também dirigiu produções para a TV Globo, Warner Bros. Discovery e Paramount+.
MARIANA LUIZA Mariana Luiza (Brasil) é cineasta e artista visual. Seu trabalho aborda questões de identidade, pertencimento e colonialidade. Ganhadora do fundo de P&D William Greaves 2026-2027. Dirigiu a instalação imersiva “Redenção” (2023, IDFA) e a série documental criada por Emicida “Enigma da Energia Escura” (2021, GNT/Globoplay).
CARLA GALLO Carla Gallo (Brasil) é diretora e roteirista, possui graduação e mestrado na ECA/USP. É uma das autoras do Guia de Práticas para Não-Ficção, da ABRA. Dirigiu O Aborto dos Outro (Menção Honrosa Festival É Tudo Verdade, BBC Channel, Festival de Málaga), Meninas (ESPN) e Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século? (Festival de Tiradentes, Recine). Seu projeto atual “Arqueologia Da Tortura” ganhou o fundo bilateral Brasil-Uruguai (2026).
RAFAELLA COSTA Rafaella Costa (Brasil) é produtora, sócia da Manjericão Filmes. Entre seus créditos estão Levante (2023), de Lillah Halla, vencedor do FIPRESCI na Semana da Crítica de Cannes, e Meu Nome é Bagdá (2020), de Caru Alves de Souza, vencedor do Grand Prix Generation 14plus da Berlinale. Atua também como produtora executiva de séries para Disney+, HBO e Netflix.
JULIA GALLEGO Julia Gallego é produtora há mais de 10 anos, dedicada à difusão e ao fortalecimento do cinema brasileiro independente. Foi Coordenadora de Produção na Vitrine Filmes, lançando mais de 45 longas, entre “O Processo” (Maria Augusta Ramos), “Zama” (Lucrecia Martel), “A Vida Invisível” (Karim Aïnouz) e “Bacurau” (Kleber Mendonça Filho). Nos últimos cinco anos, esteve à frente da Produção Executiva do DOCSP. Atualmente, é Produtora Executiva na Aruac Filmes, com foco no desenvolvimento de projetos e coproduções internacionais.
MAGDALENA SCHINCA Magdalena Schinca (Uruguai) é montadora e diretora. Trabalhou na montagem de mais de vinte filmes, entre eles Ópera prima (2018), La intención del Colibrí (2019), Delia (2021), Ese Soplo (2022), Naufragios (2023), La sabana y la montaña (2024), Siempre vuelven (2025) e Los hombres morimos antes (2026). Atualmente, está finalizando seu primeiro longa-metragem, o ensaio fílmico Todo empieza aquí. Leciona montagem na FIC (Udelar), na Escuela de Cine del Uruguay (ECU) e na EICTV, em Cuba.
AUDRIUS STONYS Audrius Stonys (Lituânia), é diretor e produtor de cinema, professor na Academia Lituana de Música e Teatro. Prêmio Nacional de Cultura e Arte da Lituânia. Membro da Academia (Oscars). Seus filmes são reconhecidos internacionalmente, incluindo o Prêmio do Público em Nyon, o Grand Prix em Split e premiações em Bornholm, Florença, Győr, Neubrandenburg, Oberhausen, Bilbao e São Francisco. Em 1992, o seu documentário “Earth of the Blind”, foi reconhecido pela Academia de Cinema Europeu como o Melhor Documentário Europeu do Ano, recebendo o Prêmio Felix.
BRUNI BURRES Bruni Burres (EUA), há mais de 25 anos, tem sido uma líder apaixonada com um histórico comprovado de desenvolvimento e execução de projetos inovadores na interseção das artes, cultura, direitos humanos e justiça social. Considerada visionária em captação de recursos estratégicos, gestão de equipes, educação em mídia, produção e assessoria em redes sociais, desde 2006 é Consultora Sênior para o Programa de Documentários do Sundance Institute, onde atua na estratégia e aprofundamento do trabalho internacional com artistas individuais e organizações.
JUAN IGNACIO FERNÁNDEZ HOPPE Juan Ignacio Fernández Hoppe (Uruguai) é cineasta e montador. Assina a montagem de 18 longas-metragens, incluindo Obreros (Christian Pauls, 2025), El campeón del mundo e Clever (F. Borgia, G. Madeiro), El hombre congelado (C. Campo Lupo) e Solo (G. Rocamora). Seu primeiro longa como diretor, Las flores de mi familia (2012), participou do Bafici, DokLeipzig e Thessaloniki, e foi melhor filme latino-americano no FIDOCS. Seu segundo longa, El retrato de mi padre (2022), estreou na competição internacional do IDFA e recebeu seis prêmios da crítica no Uruguai. Atualmente, está filmando seu terceiro longa-metragem, Nuestra perrhija Moma.
LOIRA LIMBAL Loira Limbal (EUA-Porto-Rico) é presidente e CEO da Firelight Media, uma organização sem fins lucrativos que apoia, fornece recursos e defende os interesses de cineastas documentaristas negros e de outras minorias raciais. Ela é uma artista multidisciplinar que atua nas áreas de documentário, videoinstalação e como DJ. Seus filmes incluem *Through the Night* (2020) — exibido na série *POV* da PBS e vencedor do prêmio duPont-Columbia, escolha da crítica do *The New York Times* — e *Estilo Hip Hop* (2009), também exibido na PBS. Entre as distinções recentes estão uma bolsa Guggenheim, o prêmio Creative Capital, USA Fellowship, Sundance Institute Fellowship e uma indicação ao NAACP Image Award.
MARÍLIA ROCHA Marilia Rocha (Brasil), é cineasta e integrante da produtora Anavilhana, em Belo Horizonte. Os quatro longas que dirigiu circularam em algumas das principais janelas do mercado de cinema brasileiro e internacional. O conjunto dos seus trabalhos teve mostra especial no Festival Visions du Réel na Suíça, na Semana dos Realizadores do Rio de Janeiro e Festival de Cine Internacional de Ourense, Espanha. Atua também como professora da PUC Minas, consultora e parecerista de projetos, incluindo tutoria do DOCLAB/DOCSP, e parecerista do Sundance Institute Documentary Fund.
MOHAMED OUMA Mohamed (União das Comores) é um autor, cineasta, produtor e programador profundamente comprometido com o desenvolvimento do cinema e das indústrias criativas em toda a África e na região do Oceano Índico. Desde 2019, Mohamed atua como Diretor Executivo da Documentary Africa (DocA), um fundo panafricano que apoia o desenvolvimento e a produção de documentários criativos liderados por cineastas do continente. Seu trabalho e sua atuação concentram-se em questões de ética, compartilhamento de conhecimento e equidade na indústria cinematográfica global, com foco especial em narrativas provenientes de territórios insulares e do Sul Global. Seu filme mais recente, *RED CARD*estreou no IDFA 2020.
PAOLA CASTILLO Paola Castillo (Chile), é diretora e produtora. Fundadora da Errante, uma das produtoras de documentários mais relevantes do Chile. Seus trabalhos abordam temas sociais, indígenas, de direitos humanos e arte. Sua filmografia inclui: *Malqueridas*, vencedor de Melhor Filme na Semana Internacional da Crítica de Veneza em 2023; e *Allende, meu avô Allende*, vencedor do prêmio Olho de Ouro no Festival de Cannes em 2015. É Diretora Executiva da Corporação Chilena do Documentário (CCDoc) e Diretora Adjunta da marca setorial Chiledoc, ambas organizações sem fins lucrativos que trabalham pela difusão do documentário chileno. Atua como docente na Universidade do Chile e na Universidade Católica. Participa como jurada em diversos festivais de cinema e atua na avaliação de fundos cinematográficos.